sábado, 4 de outubro de 2014

Algumas palavrinhas bonitas

Cadália - Sandália

Pipilite - Pirulito

Bumba - Bumbum/bunda

Pitonda - Pitanga

Guaba - Goiaba

Tuala - toalha, que é como ela chama as fraldinhas de pano.

Vesálo - Aniversário

Afoto - fotos (contexto: Eu qué vê mais afoto!)

Pitoié - Picolé

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sobre regras bizarras

Eu vivo me perguntando se existe mesmo tanta necessidade dessas dezenas de regras que impomos às crianças. Eu vejo muito pai reclamando que só vive falando 'não' pros filhos, que a criança é desobediente e trelosa, mas não dá uma paradinha para perceber que muitos desses 'nãos' poderiam ser evitados. São 'nãos' que, muitas vezes, não tem lá muito sentido. (Não vou nem entrar no caso da palavra 'trelosa' ser tida como negativa, porque pelamordedeus. Queira filhos trelosos! Queira filhos curiosos!).

Um exemplo prático com uma experiência que vivemos lá em casa: Lia gosta muito de brincar com panelas. Ela sente o friozinho do material na mãozinha dela, escuta o som quando a tampa é batida, coloca a boca e sente o gosto. É um momento de aprendizagem para ela que, de quebra, mantém ela distraída durante um bom tempo. Porém, dentro de alguns círculos familiares nossos, existe a regrinha de que não pode mexer nas panelas. Portanto, toda vez que Lia tenta pegar uma cuscuzeira nas casas desse círculo, escuta um lindo e ressonante NÃO, seguido de uma arrancada da panela de suas mãos. Revoltada, eu já perguntei diversas vezes o motivo dela não poder mexer nas panelas e a resposta nunca foi específica: "Porque não dá certo", "Porque faz bagunça", "Porque eu não quero". Sim....mas POR QUE? Porque incomoda ter que guardar duas panelas depois da brincadeira? *Por sinal, uma ótima oportunidade para ensinar a criança a guardar suas coisas.* Porque você escutou isso a vida inteira e nunca teve o direito de contestar? E, portanto, é mais fácil levar isso adiante como dogma, sem pensar na justificativa plausível?

Gente, a vida é tão mais fácil quando a gente não se limita a um 'não'. Dê a liberdade do seu filho explorar o mundo! Deixa ele fazer bagunça, deixa ele se sujar. Deixa ele comer comida que caiu no chão, rolar com os cachorros, passear de pijama. Nosso mundo fica muito mais positivo quando a criança tem direito de ser criança e quando a gente se liberta dessa necessidade de criar crianças quietas, organizadas e contidas para provar que somos, de fato, bons pais. Essa visão simplista e preguiçosa de que negar e castigar é equivalente a educar nunca vai fazer de você um bom pai.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Quem é vivo...

Há tempos que não paro para atualizar esse blog. Não por falta de vontade! Quase todo dia eu penso em abrir e escrever algo, mas me falta tempo, coragem, inspiração... Mas hoje tomei vergonha na cara. Olha aqui uma atualização pílula sobre o que nossa família anda fazendo!

Sabiam que Lia está enorme? Ela já conversa em frases completas – completamente cheias de erros lindos – já avisa quando quer fazer xixi e cocô (ou melhor, avisa quando está fazendo), já reconhece todo mundo nas fotos, já torce pra Dudu em todas as seleções da Copa, dá pão pros cachorros sozinha, usa o celular melhor que todos nós, organiza os livros, entende o que é sentir saudades, ama chocolate e come bolacha com requeijão todos os dias. O vocabulário começa a abranger para o inglês, aqui e acolá, fruto das minhas tentativas de criar uma filha bilíngue que possa conversar com a família e amigos de fora. E o amor por ela é maior que nunca.

Há seis meses ela já está na escolinha, um jardim de infância inspirado na pedagogia Waldorf, onde nos sentimos muito felizes e seguros. São nossa nova família. Porque quem tem coração fácil sai adotando família em todo lugar que chega. Lá, Lia passa suas tardes brincando e aprendendo a viver, sob os cuidados de três materneiras e jardineiras incríveis. Essa semana começaram as férias e já estamos ENLOUQUECIDOS com essa criança que pergunta mil vezes por dia onde está a escolinha. Ainda bem que mora todo mundo perto!

Giba defendeu sua monografia em junho e foi aprovado com nota 10. Seis meses de muito esforço e dedicação que compensaram totalmente. Nós não poderíamos estar mais orgulhosos do futuro professor “Tita”. Em breve o link para leitura online, caso alguém tenha interesse em análises sobre nacionalismo!

E eu saí da agência de mídias sociais onde trabalhava há três anos para seguir um caminho onde me sinto mais realizada: dedicando meus esforços para ajudar uma causa na qual acredito. Quem quiser conhecer o trabalho da ONG Habitat para a Humanidade e se juntar a nós para ajudar famílias a terem o direito a um lar adequado, pode acessar o site da organização (http://habitatbrasil.org.br/) ou nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/habitat.br).


Julho promete mais recordações para o blog de Lia. Espero muito ter a disciplina para manter esse diário por um bom tempo, com pretensão de que ela leia no futuro e entenda como foi sua vida nesses primeiros aninhos. Foco, Julia, foco!! 


domingo, 20 de abril de 2014

Mamaço virtual

Um pequeno recorte de uma noite normal na vida da gente. Peitinho, peitinho, peitinho!


quarta-feira, 12 de março de 2014

Conselhos pro futuro

"Algumas pessoas têm dificuldade com seus pais quando o assunto é sua sexualidade. Eu também tive, no começo. 
Mas não posso reclamar por isso. Tanto minha mãe quanto meu pai, cada um a seu tempo, aceitaram, entenderam, buscaram se informar.

Acredito que sempre devemos questionar, mas buscando entender, e não forçar uma mudança contra a vontade de alguém. A compreensão de algo só vem, não quando achamos a resposta certa, mas quando fazemos a pergunta certa. Por que não entendem? Por que reagiram assim? E não afirmações tolas como "Eles não me amam". Nossos pais nunca deixam de nos amar. Podem ficar bravos, magoados, decepcionados, pois ferimos suas expectativas. Mas quando veem que isso em nada influencia no amor que sentimos uns pelos outros, aceitam.

Sempre digo que nós, que somos mais novos, temos a responsabilidade de entende-los, pois somos mais maleáveis. Eles já passaram por muito mais sofrimento que nós, e possuem feridas demais pra acreditar que o mundo será um lugar seguro e nos aceitará. Não são eles que tem que nos abraçar e dizer que vai ficar tudo bem.
Nós é que temos que faze-lo."

Um texto retirado do Facebook de Yuri Amaral, uma das pessoas mais pacientes, compreensivas e maduras que tive o prazer de conhecer. Publicado aqui porque esse conselho vai além da sexualidade. No futuro, eu tenho certeza que essa mãe vai implicar com a filha sobre uma decisão de vida ou outra. E é bom ter registrado aqui que essa mãe também já foi novinha, e já teve amigos novinhos, que passaram por situações em que precisaram respirar e contar até dez. Faz bem tanto para a mãe quanto para a filha: a mãe se lembra da vida dela e abre os olhos para a vida da filha. A filha entende que não está sozinha e vai abraçar a mãe e dizer que está tudo bem.




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Primeira reunião na escola

No dia 11 de fevereiro nós participamos da primeira reunião na escolinha de Lia. O encontro, que começou às 19h e terminou às 21h, foi totalmente focado na tomada de decisões conjuntas para o ano da Curumim. Papais e mamães dos pequenos que estudam no Jardim se encontraram para um reunião descontraída na salinha onde nossos filhos passam suas manhãs/tardes. Eu nunca participei de uma reunião de 'pais e mestres' em outra escola, então não tenho muito parâmetro de comparação, mas posso apontar aqui os pontos positivos que me agradaram desse dia:

1. Comida. E era comida boa! Pãozinho feito por Conceição, suco de melancia natural, chá... nham nham.

2. Não é uma reunião individual com cada pai, mas sim um encontro conjunto com todos ao mesmo tempo. Não sei dizer se isso é a regra das escolas em geral, mas eu lembro da minha mãe sempre tendo reuniões sozinha com meus professores.

3. Participar da tomada de decisões. Não somos só informados do que vai acontecer, temos uma participação ativa no desenrolar do ano escolar, das atividades que vão ser realizadas, inclusive da parte administrativa. É bom.

4. Sentar no chão, deitar no chão, deitar no colo do companheiro/companheira, sentar na mesa, abraçar uma almofadona, deitar num colchonete...onde você se sentir mais confortável é onde você fica. E qualquer lugar da sala está integrado ao círculo da reunião.

5. As crianças ficam por lá, correndo, pulando, enfiando comida na boca de todo mundo, brincando de pega-pega, rolando na areia do pátio, mamando, fazendo carinho nos pais, passando no meio de todo mundo. Não existe essa frescura de 'criança comportada sentada parada calada não perturbe estátua'. Criança é criança <3

6. Decidir juntos quando paga a mensalidade. Sério, isso é fantástico. A pior coisa na vida de uma pessoa é ter uma conta pra pagar que vence 3 dias antes do seu salário entrar.

7. Conhecer as mães e pais, trocar ideias e informações. Por exemplo, um dos pais é dentista. E acredite que eu tirei mil dúvidas com ele sobre escovação para bebês. Outra mãe fabrica fraldas de pano. Outra eu não sei o que faz, mas ela tem ideias geniais de organização de mochila e itens pessoais. E eu preciso muito de orientação nesse item (acho seguro dizer que Lia é a criança com a mochila mais bagunçada do Jardim).

8. Conhecer a história de cada criança que está convivendo com seu neném. Lia chega em casa todo dia falando dos amiguinhos que eu ainda não conheci. É ótimo vê-los ao vivo! E cada neném mais lindo que o outro, né? Vontade de morder todos. Me contive, mas a vontade estava lá!

Eu não paro de ter certeza que a gente está no lugar certo =)