sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Andando

Hoje, dia 06 de setembro, Lia começou a andar completamente sozinha. Até recentemente só se levantava sozinha e dava dois ou três passinhos desequilibrados, mas hoje ela se levantou e começou a caminhar pela casa. Primeiro alguns passos e, com o passar do dia, cada vez mais. Até que agora caminha sozinha, sem precisar se apoiar nas paredes ou móveis.

<3

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Novidades dos 12/13 meses

- Está aprendendo a falar. Já fala claramente algumas palavras e balbuceia muitos sons. Com entonações! Você nota quando ela está fazendo uma pergunta, apesar de não conseguir entender absolutamente nada do que ela fala. A gente tenta estimular essas conversinhas, respondendo com perguntas ou comentários genéricos. Pelo menos ela sente que não está sendo ignorada =)

- Agora come bem menos do que há alguns meses atrás. Nosso médico explicou que é porque ela está crescendo num ritmo mais lento, e portanto fica saciada mais rapidamente. Nunca achei que forçar uma criança a comer ajudava em nada, portanto deixamos ela bem livre pra escolher o quanto quer comer e, na maioria das vezes, o que ela quer comer. Não é uma escolha totalmente aberta: nós damos duas ou três opções e ela escolhe a que está com mais vontade. O café da manhã normalmente é iogurte natural ou banana (o de morango é o preferido, seguido pelo de soja+baunilha) e o almoço varia. Ela gosta bastante de purê com molhinho de carne, e antes da refeição sempre temos um legume cozido pra ela mordiscar. Ela já sabe que, de manhã, vai sentar conosco na mesa pra participar do café e sempre, sempre demanda um pedaço de pão (que ela não gosta de engolir, só morder e babar). Continua não sendo muito fã de frutinhas, apesar que começou a aceitar suco de laranja e de acerola. Bolinho só quando é o mais próximo de orgânico possível e sem cobertura/recheio. Bolacha de maizena e de aveia.

- Começou a sonhar <3 Algumas noites elas acorda com os sonhos - seja rindo ou chorando. Deve ser difícil entender a diferença entre realidade e sonhinho....

- Está com uma nova mania de gritar. Às vezes noto que é por frustração (deve ser chato saber o que quer e não conseguir verbalizar), outras vezes é por animação e muitas, muitas vezes é só pra testar a voz. Quando acontece em espaços públicos, tem muita gente que olha com cara feia pra gente. Apenas faço a louca e finjo que não tem nada acontecendo, fico conversando com Lia e cantarolando até ela se distrair e se acalmar. Julia e Gilberto contribuindo para a poluição sonora =(

- Daqui a pouco vai andar sozinha! Agora já se levanta e se baixa com expertise e caminha/corre com uma mãozinha apoiada nos móveis ou segurando nossos dedos. Já levou várias quedas, tá com as pernas tudo roxa e vez por outra aparece um hematoma na testa. Mas está cada dia mais independente, ditando pra onde quer ir e ficando chateada quando desviamos ela do seu caminho.

- É um zoológico ambulante, faz som de tudo quanto é bicho (até a foca!) e balança a cabecinha quando está latindo. O leão virou ainda mais realista, já que agora ela consegue engatinhar e fazer os rugidos ao mesmo tempo.

- Andar na cadeirinha dentro do carro continua sendo um martírio. Metade da viagem eu vou com o peito na boca dela, a outra metade é cantando, brincando e apresentando mil e quinhentos brinquedos (uns que não são nem brinquedos, tipo celular/carteira/chaveiro...)

- A grande diversão de Lia é jogar tudo pra fora do berço (inclusive as almofadas) pra gente apanhar e entregar de volta. Eu acordo e o chão tá recheado de tralha, e a criança tá de pé dentro do berço com a cara mais satisfeita que se pode ter. Esse joguinho foi carinhosamente apelidado por Giba de "Brincadeira do Otário" rs

Eu fico olhando pra Lia crescer e sinto que estamos seguindo um caminho legal. Muitas burradas e continuamos no aprendizado, tentando chegar na maneira que nos sentimos confortáveis (é um processo.), mas sempre com a certeza de que queremos criar nossa filha respeitando seu desenvolvimento. Sem apressar ou retardar e com plena consciência de que ela é um ser humano, acima de tudo. Merece descobrir esse mundão e tentar se tornar quem ela é (pra usar a frase do meu amor) com liberdade e sabendo que os pais dela estarão ao lado dela pra amparar no que ela precisar. =)


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Um ano de amor

Tanta coisa aconteceu nesse últimos meses e tão pouco tempo para documentá-las por aqui. De tudo, a mais importante não vai passar em branco: Lia completou um ano de vida fora da barriga.

Eu gostaria de escrever algo bonito e significativo, algo que ela pudesse ler todos os anos no aniversário dela e ter a mais absoluta certeza de que ela é a pessoa mais importante no mundo. Já sentei, escrevi, apaguei, escrevi, apaguei e escrevi e apaguei. Nada chega ao nível que eu quero, provavelmente porque eu ando tão zoró que recentemente chamei o berço dela de "lixo" (numa confusão de palavras completamente inocente!). Ainda chego lá, mas hoje quero escrever pra contar pra todo mundo o que esse ano significou pra gente.

Eu reclamo muito que não durmo. Podem ter certeza, eu estou ciente! É meu assunto mais recorrente e não por menos. É absolutamente exaustivo trabalhar, cuidar de uma criança e não ter aquelas oito horas de descanso que todo mundo diz que o ser humano precisa pra estar nos trinques. Durante seis meses, também reclamei da minha dieta de mãe lactante, e dos dentes que estavam nascendo, das vacinas que causam reação, da dificuldade de fazer a criança comer, da saudade quando passo tempo longe dela. Eu reclamei muito! Mas eu espero que, entre esse piripaques nervosos, eu tenha conseguido passar pra vocês o quanto eu amo essa criança.

O amor não veio imediatamente. Claro que eu gostava dela e tinha consciência que aquele bebê era minha filha. Mas aquele amor incondicional, aquela coisa esmagadora que supostamente toda mãe sente pela cria assim que ela pula pra fora de você, aquilo não veio imediatamente. E eu queria muito que alguém tivesse me informado que isso é completamente normal, porque eu me sentia um lixo desnaturado. Olhava pro bebê e pensava "Meu deus, eu não amo minha filha incondicionalmente! EU TENHO PROBLEMAS!". (Sem falar que eu não consegui chamar ela de "filha" até ela completar uns sete meses). Através de muita conversa e leitura, passei a entender que era um sentimento comum. Acho que por isso faço tanta questão de falar a torto e a direito que esse amor a gente desenvolve aos poucos. Futuras mães, vocês não são desnaturadas! Vocês vão amar incondicionalmente seus filhos. Depois de alguns meses...

O amor não veio imediatamente, mas foi construído. E, hoje em dia, não consigo imaginar um amor maior. Vale falar que eu achava a mesma coisa dois meses atrás, e, incrivelmente, eu a amo ainda mais hoje em dia. Daqui a dois meses esse amor vai estar maior e ele vai crescer durante a vida inteira. Mas a cada dia, é o maior amor que existe na minha vida. É a maior pessoa.

Futuras mamães, também é normal ficar deprimidinha depois do parto. Não quer dizer que você esteja com depressão pós-parto, mas, se estiver, também não tem problema! Vai lá falar com seu médico e se cuidar.  É culpa dos hormônios, não é culpa sua. Eu chorava quase toda vez que precisava ficar sozinha com Lia. Eu tinha medo que algo acontecesse, que eu não soubesse cuidar dela, eu tinha até medo dela. Mas fomos nos acostumando uma com a outra, e eu fui notando que bebês não são tão delicados quanto se pensa. Vocês não vão matar seus filhos. Mesmo que eles caiam no chão, vai ficar tudo bem. Você vai se doer mais que eles.

Eu aprendi a ouvir conselhos e agradecer por eles. Alguns eu segui, outros não. No começo, ficava muito ofendida quando alguém me aconselhava a fazer algo de certa maneira. OBRIGADA, EU SOU A MÃE, AGORA VAZA! Hoje em dia, não sei como teria sobrevivido sem alguns conselhos de ouro (Rejane, um beijo pra você!). Tenho muitas, muitas pessoas a quem agradecer por esse ano. Minha mãe, minha sogra, minha Lina, minhas tias, primas, amigas. E a Gilberto. Você mudou minha vida, me deu o privilégio de ser mãe de Lia. Obrigada pela paciência, pelo apoio e por não me julgar pelas burradas ou barbaridades que saem da minha boca.  <3

Lia me ensinou a ser outra pessoa. O clichê: uma pessoa melhor. Mas é verdade. Me ensinou a ser uma pessoa mais responsável, saudável e paciente. Me ensinou o que é amor completo. Me ensinou o que é ter a certeza mais absoluta que você daria sua vida, sua vida todinha, por outra pessoa. E não conseguir lembrar como era a vida antes dela. Ela foi um presentinho cor de rosa que veio de surpresa, mas que sempre foi muito bem vinda. Ela transformou a vida da minha família inteira. Ela traz uma luz especial pras nossas vidas todos os dias. Me dá o privilégio de vê-la crescer e se desenvolver, se tornar um ser humano da melhor qualidade. Quando disserem que uma criança é uma benção, não façam cara de descolado e achem brega. Não tem coisa mais linda no mundo que o primeiro chute, o primeiro choro e o primeiro olhar de um bebê. O nascimento de uma criança é, de fato, uma nova esperança para o mundo. O primeiro ano de uma criança é absolutamente maravilhoso, imagina os anos seguintes!

Lia, estamos ansiosos pra passar o resto de nossas vidas com você :)



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Rol de Palavras - 12 meses

Memein - mamãe
Tatai - papai
Vovó - vovó
Fofô - vovô
Quequeca - Maneca (a cachorrinha de Vovó Eine)
- pão
Aaaaga - água
Dáááá! - "Já!" (a brincadeira é: nós falamos "um, dois, três e..." e Lia completa "Dáááá!")
Deda - Zeza e Ceça (duas amigas dos prédio)
Ga - gato
Peitinho - rum! ruuuuuum


Rol de lindezas

"Lia, faz o leão": rawwwwr
"Lia, faz o gato": Aaaaaa
"Lia, faz o cachorro": u-u-u-u (com balançadinha da cabeça pra frente e pra trás)
"Lia, faz a foca": o-o-o-o

Além disso, faz cara de choro, bate palminhas, chama o cachorro com a mão, faz "na-na-ni-na-não" com o dedinho, dá tchau, manda beijo, coloca a mão em cima do coração pra dizer que ama (<3), aponta pra todo canto, mostra os dentes, chega batendo (high five!) e faz besouro.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Agradecimento fraldístico

Essa semana, compramos o primeiro pacote de fraldas do neném. Foram 11-quase-12 meses de regalias e conforto fraldístico, que nós sinceramente queríamos que nunca acabasse. Afinal chegou o dia. Queremos agradecer a todos que nos ajudaram nessa jornada de xixi/cocô e fizeram esse último ano extremamente confortável para nós e para o bumbum de Lia.

Att,

Giba, Ju e Lia

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amor exagerado

Sabe neném, você tá mais apegada a mim que nunca. Salvo raras noites em que você aceita ser ninada pelo papai, agora você só adormece se for nos meus braços, acorda no meio da noite pra ficar perto de mim, chora quando não sou eu que tiro você do bercinho após um cochilo. Essas são só algumas coisas que venho notando. Muitas pessoas já haviam me dito que você passaria por picos de crescimento e crises emocionais, e eu me pegava pensando "Ai meu deus, como eu vou sobreviver?". Achava que era impossível aguentar mais cansaço do que o que já vinha sentindo. Achava que era aí que eu ia enlouquecer de vez.

Isso é no "antes". Quando me vejo em pleno pico de crescimento e paro pra pensar no que está acontecendo, não tenho muito do que reclamar. Sim, dormir seria fantástico. E poder dividir algumas obrigações com outras pessoas também. Mas não, nada disso me mata. Na verdade, agora, o que me faz pensar "Ai meu deus, como eu sobreviveria" é imaginar você querendo outra pessoa com a intensidade que você me busca. Essa sua mãe masoquista reclama que não dorme, que não tem tempo pra comer, que só vive com uma criança pendurada no peito mas, secretamente, adora esse seu amor exagerado. Não trocaria por nada, absolutamente nada. Meu amor também é exagerado.